Após algumas pesquisas, o que pude
perceber é que ainda há uma certa resistência por parte de muitas escolas na
inclusão dos recursos tecnológicos como ferramenta educacional, especialmente
a Internet, incluindo aqui, as redes sociais.
No site da revista Nova Escola,
em: http://revistaescola.abril.com.br/formacao/redes-sociais-ajudam-interacao-professores-alunos-645267.shtml, a pesquisadora
da divisão de Tecnologia Educacional da Positivo Informática, Betina von Staa,
ressalta que se o professor compreende o que o alunos estão interessados,
preparará aulas mais focadas e conteúdo mais direcionados. Ela cita ainda que
caso o professor decida se relacionar e usar as redes sociais como meio
educacional é necessário seguir as mesmas regras de relacionamentos existentes
na sala de aula.
No mesmo endereço mencionado acima
temos cinco formas de usar redes sociais como aliada da aprendizagem, que são:
1. Faça a mediação de
grupos de estudo
Convidar os alunos de séries
diferentes para participarem de grupos de estudo nas redes - separados por
turma ou por escolas em que você dá aulas -, pode ajudá-lo a diagnosticar as
dúvidas e os assuntos de interesse dos estudantes que podem ser trabalhados em
sala de aula, de acordo com os conteúdos curriculares já planejados para cada
série.
Os grupos no Facebook ou as
comunidades do Orkut podem ser concebidos como espaços de troca de informações
entre professor e estudantes, mas lembre-se: você é o mediador das discussões
propostas e tem o papel de orientar os alunos.
Todos os participantes do grupo
podem fazer uso do espaço para indicar links interessantes ou páginas de
instituições que podem ajudar em seus estudos. "A colaboração entre os
alunos proporciona o aprendizado fora de sala de aula e contribui para a
construção conjunta do conhecimento" explica Spiess.
2. Disponibilize
conteúdos extras para os alunos
As redes sociais são bons espaços
para compartilhar com os alunos materiais multimídia, notícias de jornais e
revistas, vídeos, músicas, trechos de filmes ou de peças de teatro que envolvam
assuntos trabalhados em sala, de maneira complementar. "Os alunos passam
muitas horas nas redes sociais, por isso, é mais fácil eles pararem para ver
conteúdos compartilhados pelo professor no ambiente virtual", diz Spiess.
Esses recursos de apoio podem ser
disponibilizados para os alunos nos grupos ou nos perfis sociais, mas não devem
estar disponíveis apenas no Facebook ou no Orkut, porque alguns estudantes
podem não fazer parte de nenhuma dessas redes. Para compartilhar materiais de
apoio e exercícios sobre os conteúdos trabalhados em sala, é melhor utilizar
espaços virtuais mais adequados, como a intranet da escola, o blog da turma ou
do próprio professor.
3. Promova discussões
e compartilhe bons exemplos
Aproveitar o tempo que os alunos
passam na internet para promover debates interessantes sobre temas do cotidiano
ajuda os alunos a desenvolverem o senso crítico e incentiva os mais tímidos a manifestarem
suas opiniões. Instigue os estudantes a se manifestarem, propondo perguntas com
base em notícias vistas nas redes, por exemplo. Essa pode ser uma boa forma de
mantê-los em dia com as atualidades, sempre cobradas nos vestibulares.
4. Elabore um
calendário de eventos
No Facebook, por meio de
ferramentas como "Meu Calendário" e "Eventos", você pode
recomendar à sua turma uma visita a uma exposição, a ida a uma peça de teatro
ou ao cinema. Esses calendários das redes sociais também são utilizados para
lembrar os alunos sobre as entregas de trabalhos e datas de avalições. Porém,
vale lembrar: eles não podem ser a única fonte de informação sobre os eventos
que acontecem na escola, em dias letivos.
5. Organize um chat
para tirar dúvidas
Com alguns dias de antecedência,
combine um horário com os alunos para tirar dúvidas sobre os conteúdos
ministrados em sala de aula. Você pode usar os chats do Facebook, do Google
Talk, do MSN ou até mesmo organizar uma Twitcam para conversar com a turma -
mas essa não pode ser a única forma de auxiliá-los nas questões que ainda não
compreenderam.
A grande vantagem de fazer um chat
para tirar dúvidas online é a facilidade de reunir os alunos em um mesmo lugar
sem que haja a necessidade do deslocamento físico. "Assim que o tira
dúvidas acaba, os alunos já podem voltar a estudar o conteúdo que estava sendo
trabalhado", explica Spiess.
O site cita também alguns cuidados
que devem ser tomadas no momento de realizar as atividades e interações nas
redes sociais. São elas:
Estabeleça previamente as regras
do jogo
Nos grupos abertos na internet,
não se costuma publicar um documento oficial com regras a serem seguidas pelos
participantes. Este "código de conduta" geralmente é colocado na
descrição dos próprios grupos. "Conforme as interações forem acontecendo,
as regras podem ser alteradas", diz Spiess. "Além disso, começam a
surgir lideranças dentro dos próprios grupos, que colaboram com os professores
na gestão das comunidades". Com o tempo, os próprios usuários vão condenar
os comportamentos que considerarem inadequados, como alunos que fazem
comentários que não são relativos ao que está sendo discutidos ou spams.
- Não exclua os alunos que estão
fora das redes sociais
Os conteúdos obrigatórios - como
os exercícios que serão trabalhados em sala e alguns textos da bibliografia da
disciplina - não podem estar apenas nas redes sociais (até mesmo porque
legalmente, apenas pessoas com mais de 18 anos podem ter perfis na maioria das
redes). "Os alunos que passam muito tempo conectados podem se utilizar
desse álibi para convencer seus pais de que estão nas redes sociais porque seu
professor pediu", alerta Betina.
A mesma regra vale para as aulas
de reforço. A melhor solução para esses casos é o professor fazer um blog e
disponibilizar os materiais didáticos nele ou ainda publicá-los na intranet da
escola para os alunos conseguirem acessar o conteúdo recomendado por meio de
uma fonte oficial.
Com relação aos pais, vale
comunicá-los sobre a ação nas redes sociais durante as reuniões e apresentar o
tipo de interação proposta com a turma.
No endereço: http://www.revistapontocom.org.br/materias/redes-sociais-na-escola,
da Revista PontoCom, nos traz os comentários das professoras, Camila Lima
Santana, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do IF Baiano, que
cita a dificuldade que as escolas tem em incluir no seu projeto educacional o
uso da mídias sociais, devido estarem enraizadas em práticas lineares e
segmentadas e da professora Andrea Ramal, especialista em novas tecnologias,
faz coro com a professora Camila, dizendo que o limite começa a existir quando
as redes sociais, em vez de servirem para o desenvolvimento das pessoas e o
crescimento dos estudantes, por meio do compartilhamento de conhecimentos e da
comunicação intersubjetiva, começam a serem usadas com finalidades que ferem a
ética. Para a especialista, cabe aos educadores – na escola e na família –
orientarem os estudantes neste sentido.
Analisando essas informações, vejo
a necessidade de um trabalho constante voltado para a capacitação e
planejamento de ações que visem a inclusão digital das escolas fazendo com que
essas possa adotar essas novas metodologias em suas práticas diárias de
aprendizagem, não deixando de lado também os métodos tradicionais que possam
ajudar a alavancar os índices educacionais e elevar os conhecimentos e a preparação
de nossos alunos para uma realidade mais atual.
